Cultivares Agroalpha participam de pesquisa acadêmica sobre aptidão forrageira e cobertura de solo
28 de Abril de 2017

Quatro cultivares de aveia-preta da Agroalpha participaram da pesquisa que resultou na tese de doutorado em Agronomia pela Universidade de Passo Fundo (UPF) de Sílvia Ortiz Chini.

Orientada pela professora Simone Meredith Scheffer-Basso, a bióloga e agrônoma defendeu sua tese intitulada “Variabilidade em germoplasma de aveia-preta quanto a caracteres relacionados à aptidão forrageira ou cobertura de solo” no início de 2017.

De acordo com Sílvia, o objetivo da pesquisa foi verificar se havia variabilidade em germoplasma de aveia-preta quanto a caracteres vinculados ao valor forrageiro e de cobertura do solo, com a finalidade de subsidiar os programas de melhoramento e a classificação dos genótipos quanto à aptidão.

Para isso, foram realizados ensaios a campo em 2014 e 2015 com 6 cultivares, dentre as quais estavam Agro Coxilha, Agro Planalto, Agro Zebu, Agro Quaraí, da Agroalpha, além de uma linhagem. Foram avaliados caracteres agronômicos, químicos, morfológicos, bromatológicos e anatômicos.

Com a pesquisa, Sílvia observou a variabilidade no germoplasma de aveia-preta para ambas aptidões. Os genótipos divergiram quanto ao ciclo, à produtividade e alocação da biomassa aérea (matéria  verde e seca), teor de lignina, parede celular, relação lignina/nitrogênio e mineralização de carbono, proteína bruta, fibra insolúvel em detergente neutro (FDN), fibra insolúvel em detergente ácido (FDA), proporção de mesofilo, epiderme e células buliformes na lâmina foliar.

Dentre as cultivares da Agroalpha, Agro Zebu confirmou a maior aptidão para cobertura do solo em relação às cultivares Agro Coxilha, Agro Quaraí, Agro Planalto e à linhagem testada.

A doutora em Agronomia explica que a mineralização de carbono e a relação Lignina/Nitrogênio são importantes características para seleção de aveia-preta como cobertura do solo, enquanto a relação folha/colmo e o teor de fibra solúvel em detergente neutro são para aptidão forrageira.

“Sugere-se que a produtividade de matéria seca, o ciclo, e a alocação de biomassa, caracteres tradicionalmente avaliados para a classificação de genótipos, devam continuar entre os caracteres utilizados para seleções, como forma de elevar o grau de distinção entre materiais”, conclui Sílvia Ortiz Chini.


Fonte: Assessoria de Comunicação Agroalpha