XXXVIII Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia discute qualidade das sementes usadas no RS
29 de Março de 2018

A Agroalpha, primeira empresa privada brasileira a investir em melhoramento genético de aveia preta, esteve presente na XXXVIII Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia, que aconteceu de 20 a 22 de março de 2018 na Unijuí, em Ijuí (RS).

Durante o evento, o professor da UFPel (Universidade Federal de Pelotas), Géri Eduardo Meneghello, apresentou um diagnóstico da qualidade das sementes de aveias brancas e pretas no Rio Grande do Sul. Ele destacou a relação direta que existe entre a qualidade da semente e a produtividade das lavouras. “As sementes possuem a capacidade de disseminar patógenos e materiais indesejados a longas distâncias”, afirmou o professor. O estudo foi realizado em parceria com a equipe técnica da Agroalpha, composta pelos engenheiros agrônomos Rui Colvara Rosinha e Ricardo Matzenbacher.

Meneghello mostrou os padrões de qualidade estabelecidos para as aveias, que foram determinados com base na Instrução Normativa 45 de 2013 e na Instrução Normativa 44 de 2016. Após análises, ficou evidente a baixa qualidade dos materiais semeados nas lavouras gaúchas. Das 75 amostras de aveias brancas coletadas, apenas 1,3% dos lotes foram aprovados em todos os quesitos avaliados. No caso da aveia preta, foram analisadas 237 amostras; destas, apenas 3 (1,0%) foram aprovadas em todos os itens.

Foram avaliados aspectos como germinação e pureza, além da quantidade de sementes nocivas toleradas, percentual de outras espécies cultivadas, percentual de sementes puras e silvestres.

“Os dados apresentados indicam a baixíssima qualidade física e fisiológica das sementes de aveia usada pelos agricultores”, analisa Rui Colvara Rosinha, engenheiro agrônomo e diretor da Agroalpha. Ele explica que a cobertura do solo no inverno com essa semente de aveia não proporcionará os retornos já comprovados pela pesquisa no sistema de plantio direto, tais como proteção do solo contra os efeitos da erosão, reciclagem de nutrientes, entre outros. Na pecuária, os efeitos são a baixa qualidade e quantidade da forragem.

Além disso, uma das grandes preocupações da qualidade física das sementes é a disseminação de sementes invasoras e, também, de sementes cultivadas. “Embora o pensamento predominante entre os agricultores seja de que semente de aveia, especialmente de aveia preta, é tudo a mesma coisa, isso não é verdadeiro; existem cultivares para diversos usos”, alerta Rosinha.


Fonte: Assessoria de Comunicação Agroalpha